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NOVO RJEU-INTERVENÇÃO EM ÁREAS URBANAS CONSOLIDADAS

Foto do escritor: Ana Brandão
Ana Brandão
14 de mai.
2 min de leitura

Atualizado: 17 de mai.

O que muda?

As recentes alterações ao Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (RJUE), enquadradas pelo Simplex Urbanístico, estão a transformar profundamente a forma como se intervém nas cidades consolidadas.


A redução do controlo administrativo prévio trouxe maior agilidade aos processos. Mas trouxe também uma consequência menos discutida: a transferência do risco técnico e jurídico para os intervenientes privados.


Na prática, muitas operações passaram a desenvolver-se através de comunicação prévia ou de regimes com menor validação municipal antecipada. Isto significa que a conformidade urbanística deixou de depender apenas do deferimento administrativo e passou a depender, cada vez mais, da robustez técnica do projeto.


O que implica?

• Maior exposição a desconformidades detetadas em obra ou fiscalização;

• Maior responsabilidade do projetista e da direção técnica;

• Maior risco financeiro para investidores e promotores.


Neste novo enquadramento jurídico, o rigor documental ganha uma centralidade absoluta.


As Telas Finais, a coordenação entre especialidades, a compatibilização técnica e a rastreabilidade construtiva deixaram de ser uma formalidade administrativa, e passam a ser instrumentos críticos de análise urbanística.


É precisamente aqui que a metodologia BIM assume um papel decisivo.


Ao permitir coordenação em tempo real entre arquitetura, estruturas e especialidades, o BIM reduz incompatibilidades, antecipa conflitos técnicos e melhora, significativamente, o controlo e verificação de conformidade antes mesmo do início da obra.


O novo ciclo do RJUE exige uma mudança de mentalidade:

  1. Menos validação prévia por parte da Administração, implica maior exigência técnica, documental e metodológica por parte das equipas privadas.

  2. O arquiteto deixa de ser apenas o autor do espaço, e passa a assumir um papel central na gestão do risco técnico, regulamentar e executivo da operação.


Num mercado cada vez mais pressionado por prazos, financiamento e fiscalização, o verdadeiro diferencial competitivo, será a capacidade de construir com previsibilidade, rigor e segurança jurídica desde o primeiro dia.





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